Tenho uma prima que mora na Suiça e certa vez ela comentou comigo, já há alguns anos, que achava curioso porque lá, as pessoas saíam pelas ruas à vontade, com o cabelo de qualquer forma em cor ou penteado, sem causar má impressão. No entanto, se alguém sorrisse deixando à mostra restaurações metálicas nos dentes, era logo questionado: você foi uma criança doente?

Além da interferência social, não é nada agradável ter que passar pelos tratamentos de remoção de cárie, mesmo com toda a evolução da odontologia.

Pois é, o sonho de toda mãe é um filho livre de cárie e hoje, este sonho já pode se tornar realidade.

Vamos abordar, neste e nos próximos posts, os pontos relevantes para a consolidação da geração zero-cárie:

O intervalo entre as refeições

A alimentação deve ter um controle rígido na frequência.

Todas as vezes que a criança se alimenta, parte do cálcio é removida do dente, em nível microscópico.

O intervalo de duas a três horas dado entre as refeições, sem nenhuma alimentação, a não ser água, permite que a saliva, por seu efeito tampão, retorne com o cálcio para o dente.

Este efeito é chamado de des-re (desmineralização x remineralização). E o equilíbrio ocorre até que a escova de dente chegue de novo.

O controle das bactérias, a escolha do alimento, a remoção da placa através da higiene bucal e fatores individuais como saliva e estrutura do dente são pontos a serem considerados e que serão abordados pouco a pouco, nas próximas postagens.

Originalmente publicado no site Na pracinha
http://napracinha.com.br/2012/07/geracao-zero-carie/

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