A ciência deve contribuir para o bem da humanidade. E a Odontologia está comprometida com este caminho.Há pouco mais de três décadas, devido a um pequeno ponto escuro em cima do dente, sem nenhuma cavidade, a conduta do dentista era abrir não só aquele ponto com o conhecido motorzinho, mas também toda a extensão por perto que ainda não “cariou”. Pois, afinal de contas, o resto provavelmente viria a “cariar” e achava-se que o melhor para o paciente era já resolver de uma vez. Assim era a “extensão para prevenção”, preconizada por Greene Vardiman Black no final do século dezenove.

Hoje, se o dentista vê um ponto escuro em cima do dente, muitas vezes nem precisa passar o motorzinho. Pode ser uma lesão de cárie inativa. Ou apenas uma pigmentação. E se for necessária a intervenção, ela deve ser minimamente invasiva. Essas decisões passam pelo diagnóstico correto, secando o dente, utilizando iluminação adequada e radiografia como exame complementar na maioria das vezes.

A Odontologia de Mínima Intervenção age primeiramente identificando se o paciente apresenta ou não a doença cárie e oferecendo as devidas orientações à criança e família. Em casos de doença cárie ativa, o Odontopediatra está apto para intervir, antes mesmo de ocorrer qualquer cavidade nos dentinhos.

A Odontologia de Mínima Intervenção respeita a resposta do organismo e, em caso de lesões de cárie, preconiza métodos conservadores e mais bem aceitos pelas crianças. Estes métodos vão evitar, na maioria das vezes, que o tratamento venha a evoluir para situações mais complexas como tratamento de canal.

A prevenção continua sendo o melhor caminho para a saúde bucal. E melhor ainda saber que os dentistas hoje, com a ajuda da ciência, estão utilizando caminhos menos invasivos e de maior respeito às nossas crianças!

Publicado originalmente em 19 de março de 2018 no site www.napracinha.com.br.

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